Sunday, November 29, 2015

A romantic's reflection on a pop love song or Does it matter where they go?

"Where do broken hearts go?" 
Painful pop love song 
Adds to nothing
Solves nothing
"Where" may not be the question, 
but do they ever come back? 

Love songs solve nothing
Drag you deep into the darkness 
Of your own disillusion 
The dream of every romantic soul 
To die from loving 
Too much

Who wants it? 
Fool starving romantics
In a world of Black Fridays 
Dropping dead like flies 
Dying from longing
Too much 

So work the practical alchemy 
Of changing love into gold
Of sublimating its dark mass
Of polishing its infinite flaws
Still, will they ever return? 
Will they ever come back? 
The golden broken hearts of our pitiful despair? 


And if you'd like to be dragged in still: http://youtu.be/bmK-SAvoPpQ


Tuesday, November 17, 2015

Janelas




Por que gosto de janelas? Gosto de como elas nos permitem observar o de fora e o de dentro. Gosto de que sejam esse limiar entre o interno e o externo. Que possibilitem, de certo modo, que estejamos ao mesmo tempo em dois lugares. É o paraíso de uma alma tradutora, um lugar para estar em um segundo, aqui, em outro, ali.

Como são também importantes, as janelas, para aqueles impossibilitados de partir, para os enfermos, para aqueles a que sobram pouca esperança. As janelas permitem a entrada do Sol. Permitem manter alguma fé na vida que se contempla do outro lado, na vida que segue. 

São também, as janelas, um lugar de travessia, mas não um lugar oficial como uma porta. Uma janela te leva a outro lugar, mas é preciso uma certa transgressão, uma certa ousadia, para se sair por uma janela. Há que pouco importar-se com o que pensam os outros para atravessar pela janela.

Realmente, gosto de janelas! Gosto que, quando fechadas, ao caminhar pela rua, podemos imaginar o que se passa lá dentro, por detrás delas. Podemos adivinhar quem ali vive, pelos detalhes que elas permitem escapar, a cor de seus umbrais, um vaso de flores, o estilo da cortina, uma fresta insistente que mostra um reflexo no espelho. Podemos adivinhar tudo errado, é claro! Mas quem se importa?  Podemos adivinhar mesmo assim!

É possível apoiar-se nas janelas, debruçar-se e contemplar o mundo, este e outro.  A janela é o fino limite entre o eu e o outro, entre o meu e o do outro. Abrir a janela é um gesto diário, banal, mas com ele ilumina-se o dia. Illuminamo-nos também e, iluminados, podemos ver melhor a nós e aos outros, podemos reconhecer os limites de nossa luz e sombra. Podemos alcançar o claro e o escuro que há além. Por isso gosto de janelas!