Friday, February 27, 2015

Going nowhere

Back and forth
Up and down
A yoyo

A dog
Running 
after its own tail

A bird 
Waiting 
for dropped crumbs
in the park

A cat 
Preying on a bird
outside the window
Salivating
While a bowl of food 
awaits in the kitchen

Thursday, February 26, 2015

The end of it

No, I cannot see the end of it
No light at the end of the tunnel, 
Not even the tunnel
No angel rescuing me from deathbed 

I fall deeper and deeper
Inside a well
I try to hold on to the walls 
I break my nails, scratching them, trying to hang on
I break nails, fingers, 

My hands bleed 
And I fall
I let myself fall 
There may be water down there
I love water

I call out: "Is there water?"
Your voice tells me you don't know
You are not certain
I keep falling all the same

You will find a way,
You will come through,
Everything will be ok,
Like a Bob Marley song,
Other voices tell me

I can't see it 
The end of it
Not now 
Not yet
Will I?



Monday, February 23, 2015

1/2

Divid
ed
Spl
it
Halv
ed

Breathless

I walk around 
Breathless
Not here, nor there
Breathless

I gasp for air
Finding none
A vacuum 
A void
A pain in the chest
Breathless

I think I might die
Part of me is dead
A zombie
I am
I am not
What am I? 

A black hole 
An infinite amount of matter
In the utmost condensed form
Does it matter? 

There may be hope in a black hole
Some day
Did not life come from one? 
And I smile  
A pale smile
A shadow

I gasp for air
Still none
Not here nor there
None
Breathless


Sunday, February 22, 2015

Counting seconds

Counting seconds
Dealing with details 
The smallness of life,
Trivialities,
Particularities

Breathing in and out,
Remember
The little things,
The small gestures
Details
Counting seconds

The Big Bang 
The explosion 
The chaos
The passion
The ticking of the clock
The counting of seconds

Tuesday, February 17, 2015

Thursday, February 12, 2015

De vidas retas, gremlins e bolhas de sabão

Invejo as pessoas de vida linear, sem curvas, buracos, retornos. Seguem reto suas vidas, essas pessoas, satisfeitas. Não questionam, não duvidam, não tem fúrias. Sempre satisfeitas, essas pessoas.


Eu, torta, confusa, mutante, tenho ânsias incontáveis, inquietudes e desassossegos sem fim. Insônia, tenho insônia. Preocupa-me o bater de asas da borboleta em Tóquio. Viajo no tempo e no espaço. Tenho sonhos de leveza e transparência. Tenho desejos e medos. 



Infinitos medos moram em mim. Enfrento-os, escondo-os. Multiplicam-se meus medos, como gremlins. Sabe, gremlins? Respiro com dificuldade, um nó na garganta, um grito preso, engasgado. Um caos silencioso vive em mim. Fios entrelaçados de pensamentos, sentimentos, embaraçam-se e nem sei onde começa um e termina outro. 

Crio histórias, então. Invento, exagero, não paro. Vou e volto, vou e volto. Não durmo. Conto estrelas, murmuro canções, não durmo. Sinto, sofro, nada sei de mim. Tudo muito, tudo muito pouco. 

Uma linda, leve, gigantesca bolha de sabão flutua. A qualquer momento pode estourar, a bolha. O sabão fará os olhos arderem, momentaneamente cegos, eu tateando sem direção. Tudo porque sonho, acordada, com bolhas de sabão.


Tuesday, February 10, 2015

Reta

Desconhecido
Misterioso
Lado escuro 
da Lua

Descontrolada 
Enxurrada
Arrasta 
casas, 
posses, 
corpos

Corpos
Despem-se
Estrangeiros
Espelhos

Contraem-se 
músculos
Expandem-se 
pulmões

Corpos
Próximos
Celestes 
Corpos

A distância,
uma reta,
da terra à Vênus,
Ou a Marte,
Uma reta

Desconhecido
Alienígena
Um disco voa
Alto voa

Toca estrelas
Toca música 
Toca almas

Uma reta, 
a menor, 
ainda longa, 
distância 
Entre dois
Pontos
Finais


Wednesday, February 4, 2015

Talk to me

Talk to me of darkness
I can handle it
Fear not to cause me shock
I've walked in the shadows 
I've looked down the abyss

Talk to me of sadness
I can take it
The quintessential losses of 
Mother and child 
Life hanging on a thin delicate thread
All so familiar to me

Talk to me of fear, injustice, disappointment
I've been there
Old companions who come visit
Now and then 

Talk to me of 
dream and magic
love and longing, 
hope and faith

Those who dwelt in the most somber of places,
Sleepless in the darkest of nights,
Only them can recognize 
the truthful incandescent light.